A cultura de uma organização representa uma percepção comum entre seus membros. essa noção foi evidenciada quando definimos cultura como um sistema compartilhado de valores. Devemos esperar, portanto, que indivíduos com históricos diferentes ou pertencentes a níveis diferentes descrevam a cultura organizacional em termos semelhantes.
O reconhecimento de que a cultura organizacional possui propriedades comuns não significa, no entanto, que não pode haver subculturas. Parte significativa das grandes organizações apresenta uma cultura dominante e diversos nichos de subculturas. a cultura dominante expressa os valores essenciais compartilhados pela maioria dos membros da organização. Quando falamos de cultura organizacional, referimo-nos à cultura dominante. É a visão macro da cultura que empresta à organização personalidade distinta. As subculturas tendem a se desenvolver para refletir problemas, situações ou experiências comuns a alguns membros; podem ser definidas por designações de departamentos e por separação geográfica. O departamento de contabilidade, por exemplo, pode ter uma subcultura compartilhada unicamente por seus membros e incluirá os valores essenciais da cultura dominante, além dos valores específicos do departamento. Da mesma forma, um escritório ou uma unidade fisicamente separados da organização podem assumir uma personalidade diferente. Mais uma vez, os valores essenciais têm seus fundamentos mantido, mas são modificados para refletir a situação específica da unidade.
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Se as organizações não tivessem uma cultura dominante e fossem compostas apenas de diversas subculturas, o valor da cultura organizacional como variável independente seria sensivelmente reduzido. Por quê? Porque não haveria uma interpretação uniforme do que representam os comportamentos considerados apropriados ou inapropriados. É o valor compartilhado da cultura organizacional que a torna um instrumento poderoso para orientar e modelar o comportamento.
Fonte: Fundamentos do Comportamento Organizacional / Stephen Paul Robbins; Pearson Prentice Hall, 2009.



