sexta-feira, 25 de outubro de 2013

As mídias sociais e a cultura organizacional

A Cultura Organizacional pode ser manifestada de inúmeras formas em uma empresa atualmente. E hoje, a Comunicação Interna deve estar atenta a todos os sinais dessas evidências, a fim de otimizar as relações com os stakeholders, principalmente os internos. Com a exigência do mercado cada vez mais evidente, fez-se necessário que as companhias estivessem mais próximas de seus públicos, e as mídias sociais não ficaram de fora. O twitter, facebook e o blog corporativo são ferramentas que podem auxiliar as relações e torná-las mais próximas, mais pessoais. 

O funcionário, como o ativo mais importante de uma organização, deve sempre ser informado pela equipe de comunicação sobre seu posicionamento do mercado, com o propósito de que este torne-se embaixador da marca. O Banco Bradesco S/A, assim como outras empresas, criou um Blog Corporativo interno, de acesso exclusivo aos colaboradores, sendo uma ferramenta atrelada à Intranet (outra ferramenta de suma importância para a comunicação). Este blog é assinado pelo presidente da organização, o que demonstra certa horizontalidade na comunicação, quebrando barreiras hierárquicas. Nesta ferramenta, os colaboradores são incentivados a darem seu parecer, e por muitas vezes os seus pedidos são atendidos, ou pelo menos analisados, pelo grupo de comunicação. Esse tipo de iniciativa só faz com que o funcionário tenha mais orgulho de trabalhar na empresa, pois esta demostra ter uma cultura inovadora e atualizada às novas exigências do mercado.Outro exemplo das empresas nas mídias sociais é a iniciativa da empresa de softwares alemã SAP em criar um perfil no twitter, disponibilizado somente a funcionários, para divulgar ações locais e regionais sobre o Mês do Voluntariado. Neste twitter, a equipe de comunicação divulga as iniciativas sociais realizadas em toda America Latina, para que todo o corpo de funcionários tenha conhecimento da realidade de outras subsidiárias e também para que troquem informações e experiências on-line sobre o assunto. Essa iniciativa é um exemplo de que as empresas precisam ter ações voltadas à interatividade, e a Comunicação Interna deve estar sempre atenta às demandas de seu público interno.
Apesar de as mídias sociais darem a possibilidade de proximidade com o público interno, é de suma importância de que a Comunicação Interna faça um monitoramento conínuo dessa ferramenta, uma vez que é colaborativa e os funcionários podem - e devem - deixar sua opinião registrada. Para isso, é essencial que a CI se utilize de pesquisas de satisfação interna, face to face com os colaboradores, reuniões periódicas, para que cada vez mais utilizem essa ferramenta de forma eficaz.

Por fim, podemos inferir que a Cultura Organizacional pode ser fortalecida com ações internas de interatividade e proximidade. As mídias sociais são o que de mais atual o mercado possui, e a Comunicação deve aproveitar este ensejo para otimizar ainda mais suas relações com o público interno. Ações que fazem o funcionário se sentir valorizado e ter voz dentro da empresa sempre são necessárias, e trazem bons frutos à companhia, que demonstra cada vez mais preocupação e dedicação com seus funcionários.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Desigualdade de poder e hierarquia

O sistema de relações hierárquicas que vigorou nas relações entre senhor e escravo no Brasil colonial marcou profundamente a sociedade local. Em sociedades como a norte-americana tem-se como pressuposto que todo cidadão é igual perante a sociedade e a lei. No Brasil, muitos indivíduos julgam-se com direitos especiais que os eximem de sujeitar-se à lei de caráter generalizante. A expressão popular “você sabe com quem está falando?” é comumente ouvida em situações de conflito e revela uma reação autoritária, que tenta impor uma condição especial. A desigualdade de poder enraizada na cultura brasileira e na cultura organizacional brasileira revela a força da hierarquia nas relações entre as pessoas e a grande importância dada ao status individual e à autoridade dos superiores
                                                                                                                         Fonte: Google Imagens.

Cultura Organizacional da Petrobras



Para ilustrar a explicação de cultura organizacional, falaremos um pouco sobre a Cultura organizacional da Petrobrás, - empresa brasileira criada em 3 de outubro de 1953 pelo presidente Getúlio Vargas - uma das líderes mundiais em energia. Seu modo de gestão sempre seguiu uma forte linha de hierarquia, autoritarismo e centralização de decisões. Como seu produto é o petróleo e seu foco é a movimentação dessa matéria prima, nem sempre foram os colaboradores, clientes e, portanto, pessoas que estiveram em primeiro plano. Quando expunham suas ações para melhorias pouco se aprofundavam em questões especificas e a preferência era mostrar resultados lucrativos. Com o passar do tempo, essa gestão é alterada e a Petrobrás começa um plano para firmar sua imagem na sociedade. A sua principal ação é envolver, não apenas os colaboradores, mas sim todos os brasileiros, passando a sensação de que todos fazem parte da Petrobrás e lançam a campanha “Orgulho de ser brasileiro, orgulho de ser Petrobrás.”. Hoje, a companhia atua a partir de três pilares: Crescimento integrado, rentabilidade e responsabilidade socioambiental, e é com essa nova forma de gestão que a Petrobrás pretende alcançar sua nova missão, ser uma das cinco maiores empresas integradas de energia do mundo. Ao acessar o site do Petrobrás, é possível visualizar a linha do tempo, com os principais fatos da organização ao longo de seus 59 anos, suas ações estratégicas voltadas para pessoas e ter acesso ao código de conduta, estatuto social, código de ética, relatórios de sustentabilidade e plano de negócios e gestão até 2016. Isso demonstra claramente uma transformação na cultura organizacional da instituição, que mesmo assim preserva as raízes dessa cultura, onde alguns pontos principais continuam os mesmos, mas o modo como a empresa enxerga essas pontos sofreram a mudança. A Petrobrás é um bom exemplo para empresas mais conservadoras, que a mudança em sua gestão e em alguns fatores da cultura organizacional é essencial para o crescimento da organização.